Conheça a Juta, a Fibra “Dourada”

por user
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27 de junho de 2019

De origem asiática e introduzida no Brasil pelos japoneses, a juta é uma erva lenhosa que dá origem a uma fibra resistente e bonita por sua cor “dourada“, daí o apelido de “fibra dourada”. Inicialmente usada para a confecção de sacas e uniformes militares, seu uso decorativo é mais recente, sendo utilizado na produção de conjuntos de jogo americano, fitas decorativas, cestas de café da manhã, sacolas reutilizáveis, capas para almofadas e outros itens de decoração de casa.

 

O plantio da juta e sua posterior industrialização para ser transformada na fibra dourada é um processo de pouco impacto ambiental, o que a torna ideal para formas de consumo mais sustentáveis. No Brasil, seu cultivo se concentra na região norte, onde famílias ribeirinhas plantam a juta nas margens dos rios Solimões e Amazonas. O ciclo do cultivo respeita a cheia dos rios, que impede o crescimento de florestas ou outras culturas permanentes.

 

Neste ponto, a juta apresenta sua principal vantagem em relação à preservação do meio ambiente, pois o próprio rio é responsável pela renovação do solo. Com isso, não é necessário realizar queimadas para renovar o plantio, além de dispor de solo fértil e rico em nutrientes.

 

Produto biodegradável

Além da cultura de baixo impacto ambiental, a obtenção da fibra de juta também é um processo que leva apenas aditivos orgânicos, resultando em um produto biodegradável. Após o corte, a juta é amarrada em feixes que são submersos na água dos rios, que fará o processo de maceração ao amolecer o caule e facilitar a separação da fibra, que depois é secada em varais. O processo de transformação da fibra bruta na linha utilizada pela indústria têxtil leva apenas aditivos naturais como óleo vegetal e goma de amido de milho.

 

Responsabilidade ambiental e social

Além do cuidado com o meio ambiente por ser uma cultura de baixo impacto, a utilização da juta também é uma questão de responsabilidade social. Por ser uma matéria prima nacional, seu uso sustenta todo o ciclo de produção da fibra dourada, desde as famílias ribeirinhas que fazem o plantio no Norte até o artesão que usará a linha para a confecção de suas peças.

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